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O noise jazz poético do DORA MAAAR

05 FEV 2019
05 de Fevereiro de 2019

DORA MAAAR é um projeto de livre criação de São Leopoldo que tem como membros fixos: Filipi Filippo, Cris Spaniol e Everton Cidade e contará sempre com membros convidados.
Nos dois singles lançados, as participações foram de José Fonseca nos teclados, Pauline Crais nos vocais e Izaky Grimm, do grupo Combustível Free nos sopros.

Conheci a banda através do multi funcional Cidade, escritor, poeta, ex e eterno Viana Moog e hoje na Sileno e Sileste e também o nosso colunista favorito aqui da casa.
Chamei o pessoal para um bate papo na internet, já que a geografia não nos auxilia e trocamos esse papo.
Descubra o som único da DORA MAAAR...


A pergunta é clichê, mas estou interessado é na resposta: Por que vocês decidiram-se unir e criar música?

Cidade: Nos conhecemos há muito tempo, eu, o Fillippi e o Cris Spaniol. Tocamos juntos na Viana Moog e o Izaky é conterrâneo nosso. Eu admiro imensamente os dons deles. Fazer musica com pessoas que amamos e admiramos é algo transformador.

Filipi Filippo: São as pessoas e amigos que consigo compartilhar e expandir, com toda liberdade, as minhas experiências e buscas estéticas. São muitos os projetos criados em cada encontro, alguns deles acabam acontecendo.

Quando vocês perceberam que essa verve guitarreira casava com esse lado jazzy do Izaky?

Cidade: Acho que é mais a psique do instrumentista que o tipo de instrumento usado. O Izaky tem o mesmo gosto de experimentar que a gente e conhece os barulhos urbanos de São Leopoldo que é o que as duas faixas precisavam. E o Funhouse dos Stooges e a No Wave já mostravam que jazz e guitarreira são compatíveis.

Filipi Filippo: A Dora Maaar sempre foi pensada como um projeto aberto, onde músicos diversos pudessem participar somando mais camadas. O que o Izaky tem a dizer musicalmente é o que a gente quer dizer também.


Nessa fusão de ideias, como e porque chegaram ao nome DORA MAAAR?

Cidade: Dora Maar era uma artista incrível. Musa do surrealismo, poeta e pintora. Foi uma grande influencia para André Breton. Mas sempre a citam apenas como uma das esposas de Picasso, mas nem a sombra dele ou os jogos mentais que ele fazia destruíram sua arte. Pra mim Dora Maar significa a resistência da arte frente á loucura e a violência psicológica. O terceiro A no nome foi apenas pra diferenciar um pouco.

A poesia, o noise e o toque jazz soa como uma arquitetura sonora única. Isso pode ter uma ligação externa à cidade de SL?

Cidade: acho que mais á certos grupos de pessoas que são cosmopolitas em seu próprio bairro,em sua vila.

Filipi Filippo: Eu acredito bastante na influência da geografia no trabalho de arte, por mais distantes e subjetivos que forem essas relações elas estão lá. Pensar e entender a música a partir dessa lógica é sempre algo bem gratificante. Esteticamente falando acho que o nosso trabalho sempre foi de propor belezas novas em uma cidade abastada de feiuras.

Quais os planos para o futuro para a Dora Maaar?

Filipi Filippo: Temos algumas músicas não finalizadas que ainda vamos lançar.


Por Edson Kah

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