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Do underground de Havana para o mundo, Orishas retorna a Porto Alegre em 14 de abril

05 FEV 2019
05 de Fevereiro de 2019

Formado atualmente pelos músicos Yotuel Romero Manzanares, Roldán González Rivero e Hiram Riveri Medina, o Orsihas é um grupo que combina as rimas do hip hop com ritmos cubanos clássicos. Com essa fusão sonora, eles revolucionaram a música latina e, até o momento, já lançaram cinco álbuns de estúdio: A lo Cubano (1999), Emigrante (2002), El Kilo (2005), Cosita Buena (2008) e Gourmet (2018).

A jornada tem sido proveitosa desde que o conjunto lançou o primeiro disco (A lo Cubano) na Espanha, no último ano década de 1990.  Elogiado pela imprensa desde o início da carreira, o Orishas começou uma maratona de shows no verão de 1999 — mesmo ano em que foi criado.  Dos pequenos clubs aos grandes eventos, a primeira turnê europeia dos cubanos se estendeu por aproximadamente dois anos. Foram apresentações memoráveis em locais importantes, como no Ancienne Belgique (Bélgica) e no Royal Festival Hall (Inglaterra).

O Orishas ainda tocou em grandes festivais pela Europa, como Lowlands (Holanda), no qual esteve ao lado de artistas do calibre de Deftones e Cypress Hill, e Roskilde (Dinamarca), onde formou um levante artístico diversificado ao lado de nomes como Tool e Wyclef Jean. Em 2000, o grupo também se apresentou em renomados festivais, tais quais Paleo Nyon Festival (Suíça) e La Rochelle Francofolies (França).

O trabalho do Orishas foi gradualmente recebendo reconhecimento internacional. Após conquistar a Europa com seu som, o conjunto ganhou os Estados Unidos, em 2000. Artigos na imprensa especializada em música (Time, Rolling Stone, The Source e Vibe) reforçavam o potencial dos cubanos. Aos poucos, eles foram revelando-se como uma das sensações do momento com suas performances ao vivo, sendo capazes de dividir o palco com Company Segundo, Orquestra Aragon, Iggy Pop, Cypress Hill, Macy Gray e Marcus Miller.


Não demorou para o grupo participar de festivais de jazz no Canadá e na África do Sul, passando pelo Brasil e pelo México. A transposição de fronteiras já deixava claro que a mistura musical única do Orishas os habilitava a transitar por públicos de estilos distintos, fosse rap, pop ou rock.

Em dezembro de 2000, ocorreu o triunfal retorno a Cuba, onde a banda esteve por meses nas primeiras colocações de importantes paradas radiofônicas. Foram duas apresentações que contaram com dezenas de milhares de jovens. Era como um ciclo completado. Afinal, após excursionar pelo mundo, o Orishas finalmente podia tocar em frente ao povo de Cuba. Depois de aproximadamente 200 concertos, o grupo decidiu dar um tempo nas turnês e voltar a compor.

Era de se esperar que a banda começasse a trabalhar novamente com o produtor e compositor francês Niko Noki (Passi, Bisso Na Bisso) que, junto com Roldan Gonzalez, foi responsável pelas faixas do primeiro álbum. Ele, por sua vez, contratou os serviços de um jovem compositor, DJ Mig-One, que tinha dois álbuns com seu grupo Starflam no currículo.

Eles organizaram várias sessões de estúdio entre a Bélgica e Paris para criar cerca de vinte faixas. Em novembro de 2001, o grupo finalmente estava pronto para registrar um novo trabalho. Eles optaram pelo estúdio da EMI em Paris, onde a nata de músicos cubanos se reuniu para imortalizar as canções do álbum Emigrante.

Com o passar dos anos, o grupo amadureceu e aprendeu muito com as turnês pelo mundo. Com isso, foi possível abordar assuntos profundos com um tratamento mais internacional. Logo, as composições tiveram visível aprimoramento.

Na sequência, vieram os discos El Kilo (2005) e Cosita Buena (2008), que deram continuidade à sonoridade caliente e criativa do trio base do Orishas. Depois a banda se separou por alguns anos.

Em 2017, o Orishas deu início a uma turnê por diferentes cidades dos EUA e da América do Sul, além de um calendário de 60 datas no Velho Continente. Durante o mesmo ano, foram gravados três vídeos musicais em diferentes cidades.

Já em 2018, o Orishas retornou com novo registro: Gourmet. O disco mais recente mostra, como de costume, um som ímpar. Além disso, tem colaborações com diferentes artistas de várias partes do mundo. Entre eles: Franco De Vita, Silvestre Dangond, Melinda, La Tribu De Abraham e Malcom.

 

RESUMO

O quê: Orishas
Onde: Opinião (José do Patrocínio, 834)
Quando: domingo, 14 de abril, às 21h
Quanto: de R$ 100 a R$ 200


Por: Homero Pivotto Jr. / Abstratti Produtora
Foto: divulgação

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