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SAPO BOI - caras sacanas/bacanas fazem sujo Rock And Roll

26 DEZ 2018
26 de Dezembro de 2018

Manjas Stooges, Mudhoney, MC5, Space Rave, Datsuns? Manjas rock alto tocado por selvagens e gentis rapazes suando e cheirando à anfetamina e álcool? Manjas música feita por boêmios que amam música e estar no palco? Se manjas, meu querido leitor, SAPO BOI é a banda pra ti. É a banda que levará o mote de transcender  farreando adiante. Lançaram recentemente o EP n.p.v.d.m. O melhor EP de guitarras do ano.

Segue entrevista com Arthur Vivan, guitarrista e vocal da banda:


O rock está morto, o indie está morto. Por que as pessoas que usam esses slogans são geralmente pessoas que não circulam pelo underground?

Por isso mesmo, não circulam, não procuram nada de novo e preferem se acomodar, daí pra elas, alguma coisa morreu. Claro que a gente tá vivendo uma época embaçada pra banda de rock se manter, ainda mais quando é tão sincero, na cara, sem muita pretensão de agradar. De qualquer jeito, se tu tiver disposto a viver com o rock ele está aí, mas não é fácil, por isso preferem ele morto.

Tocar alto é imprescindível? Barulho é tesão elevado em milhões de graus?

Sim! É bom demais e pra gente funciona bem assim, curtimos microfonia, amplificador apitando e qualquer distorção que apareça, faz parte do lance de tocar ao vivo, por isso é legal ter um material gravado também, acaba sendo um experiência diferente de show, totalmente. Mas são vários aspectos que levam a isso, por exemplo, o volume da bateria, o Rodrigo, baterista da Sapo, toca rápido e bate forte, a gente precisa dar muito volume pra não abafar a guitarra e o baixo.
 
Parece que o bom mocismo forçado tomou conta de boa parte das bandas underground atuais. Como se a sexualidade, a farra e a boemia fossem contrários ao se ter um bom caráter ou mesmo importância. Que acha disso? Estou muito errado afirmando tal coisa?

Não acho que tu está errado, apesar de eu não ter muito contato com gente assim, rola muito por aí. Acaba sendo um reflexo da vida dos caras, de como essas pessoas enxergam a música e de como se veem no momento do show, vai da sensibilidade de perceber que tem gente ali procurando um lugar seguro para se divertir, conhecer pessoas e deixar as coisas acontecerem, e não para "manter a postura". Falando por nós, se não tivesse o lance da farra e de ficar louco com os amigos, não ia valer a pena.

A Sapo Boi tem suas raízes mais primais, mais instintivas, onde?

Acho que em nós mesmos, apesar de sermos indiretamente influenciados por coisas que aconteceram ao longo da nossa criação, como quando éramos pré-adolescentes roqueiros, com amigos roqueiros, mas que não frequentávamos os mesmos lugares que nós, não ouviam as mesmas bandas, nem conheciam elas. A gente incomodava nossos pais para nos levar em casas de shows antigas que já fecharam, como o espaço Tear, Dr.Jekyll e Garagem Hermética, onde só rolava banda independente e doida. Algo ali era especial pra nós, a fumaça e o lugar escuro relaxavam e fascinavam, foi uma coisa bem importante pra gente que sempre foi meio deslocado, se sentir tão à vontade nesses shows undergorund, apesar de ter 13/14 anos. Enquanto isso, nossos os amigos do colégio faziam aula particular de música e não saiam de noite. Acabou que desde essa época em que começamos a frequentar show de rock, já pilhamos também em comprar guitarra, depois improvisar uma "bateria" com o que tinha em volta e passar as tardes aprendendo a tocar Ramones, N.Y. Dolls e Motorhead no meu quarto. Até arranjar uma bateria de verdade, mudar para um quarto maior, esse na casa do Rodrigo. Fazíamos o diabo naquele apartamento, era um estúdio de ensaio perfeito, e sem custo, até que os vizinhos ficaram muito putos e teve que parar. Ao longo desse processo a gente foi saindo do quarto para os primeiros shows, que rolavam em qualquer buraco sem muita organização nem público, não tinha essa configuração de banda atual, nem tinha nome, era só pelo tesão. Depois veio o lance de se ligar em algumas coisas mais concretas e objetivas, tipo, compor e fazer as nossas ideias funcionarem, planejar os ensaios, organizar e divulgar eventos, e isso foi a partir de 2016, quando também começamos a ensaiar no Dubstudio, onde conhecemos o Thiago, nosso baixista, e onde o pessoal sempre nos ajudou muito, com shows, gravações e nos tratando bem, especialmente o Edu.


SAPO BOI é:
Arthur Vivan (Guitarra e vocal)
Rodrigo Tortorelli (Bateria)
Thiago Rodrigues (Baixo)

https://sapoboi.bandcamp.com/

sapoboicontato@hotmail.com
+55 51 981.873.607
facebook.com/sapoboirock

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