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Soro, a pérola escondida na discografia de Fagner

28 JAN 2018
28 de Janeiro de 2018

Pouco se encontra na internet a respeito do disco de interpretações “Soro”, de 1979 do cantor Fagner. Aliás, o álbum não se encontra nem na conta oficial do cantor no Spotify e nem em sua discografia oficial no Wikipédia.

Pessoalmente eu nunca o vi em loja de discos ou sebos, mas durante a minha pesquisa para este texto, encontrei duas cópias dele no Mercado Livre.

Reza a lenda que o álbum é acompanhado por 37 lâminas contendo desenhos, poemas, artigos, fotos, uma grande salada artística de alta qualidade. Provavelmente, o disco com todas as lâminas hoje é uma raridade!

 

Eu acabei descobrindo e conhecendo “Soro” através do livro “Belchior - Apenas um rapaz latino-americano” lançado ano passado, escrito por Jotabê Medeiros.


Depois de procurá-lo e ouvi-lo, a primeira sensação que tive foi pensar “como eu não havia conhecido isso antes?”, aquela sensação de obra perdida como tantas outras na discografia da música brasileira.

Acho que futuramente este álbum será muito conhecido e comentado, acontecendo com ele o mesmo fenômeno que aconteceu com muitos outros álbuns de artistas como Ronie Von, Mutantes, Tom Zé e Secos e Molhados que só foram ter o seu verdadeiro reconhecimento, tempos pós seus lançamentos.

Enfim, “Soro” é daqueles álbuns que te imergem na introspecção com todo o seu cuidado peculiar e poético.


                                                                                                                                                                              Fagner com Belchior / foto divulgação internet


A melancólica introdução com “Estrela Ferrada” e “Quatro Prantos”, ambas instrumentais já mostram um grande diferencial para quem como eu conhece Fagner através de suas músicas mais populares.

O álbum também é recheado de participações e grandes surpresas como a de Ferreira Gullar declamando “Primeiros Anos” e o dueto com Belchior em “Aguapé”.

Outra grande surpresa também fica a cargo do poeta Patativa do Assaré, figuraça folclórica cearense da qual infelizmente ainda não há um grande conhecimento de sua obra.

“Soro” ainda conta com mais participações não menos importantes como Fausto Nilo, Capinam, Alano, Abel Silva, Lena Trindade, Zé Pinto, Yeda Estergilda, Brandão, Ricardo Bezerra e muitos outros.

 

Deixamos aqui então, para “degustação sonora”, esta pérola na discografia do músico Fagner.


                                                                                                                                                Por Edson Kah

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