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Guitarrista Alan Lopes estreia projeto solo com single This House is on Fire

03 OUT 2017
03 de Outubro de 2017

Acumulando conhecimento adquiridos em muitos projetos e anos de estrada, o produtor musical Alan Lopes mostra em “This House is on Fire” que é possível se reinventar com a maturidade. A canção marca a estreia do projeto solo do músico carioca, conhecido por ter integrado o Medulla, o Vulkano e, atualmente, o Planar. Agora, Alan se une ao cantor Edu K (DeFalla), à bateria de Daniel Martins (ex-Medulla) e ao baixo de Celso Lehnemann (Menores Atos) para disponibilizar o primeiro single de seu projeto.


Já Alan é o responsável pela guitarra, teclados, composição (em parceria com Edu) e produção musical, uma faceta de seu trabalho que ele explorou ao longo de seus nove anos no Medulla e em álbuns como “Bonanza”, do Phone Trio (2017), lançado pela Deckdisc, e EPs como “Zero”, do Lítio (2016). Já são 16 anos na estrada como músico. O violão que começou a tocar aos 12 deu lugar aos timbres de guitarra e sintetizadores. Desde então, passou por palcos como o SXSW 2016 (EUA), SWU 2011, Feira da Música, Circo Voador, Fundição Progresso e Hangar 110 e trabalhou ao lado de Chuck Hipolitho, Diogo Strausz, Teco Martins (Rancore), Xis, Pedro Garcia (Planet Hemp), Patrick Laplan, Tomas Magno, entre outros.

Pela primeira vez, o músico assume um trabalho apenas seu, calcado na experimentação e na vontade de criar sem amarras e limitações. “Desde que comecei a tocar, eu criava meus arranjos. Sempre tive muita curiosidade e interesse no estúdio. Após o Medulla, ficou claro para mim que eu deveria trabalhar nas minhas músicas e mostrar pro mundo quem eu sou e o que podem esperar de mim. Passei dois anos pensando em como eu gostaria de me posicionar num trabalho solo e cheguei nesse conceito de assumir a minha própria identidade e assinar como produtor musical, lançar singles com a liberdade de fazer a música ser boa... e ter o direito de errar (risos)”, conta. 

Vem da liberdade criativa a ideia de disponibilizar apenas singles, ao invés de um EP ou disco completo. Ao explorar suas inspirações eletrônicas nesta nova canção, Alan Lopes mostra um lado diferente de quem o conhece pelos riffs inspirados. “This House is on Fire” faz parte de uma série de lançamentos já programados, todos com convidados especiais.

Foto: Leonardo Braga

“Escolhi o formato de singles pela minha vontade e necessidade de não me prender a um estilo musical, identidade visual ou conceito. Sou um gerador de conteúdos musicais, que não necessariamente têm uma uniformidade. Esta primeira música é um rockão bem eletrônico com beat marcante e guitarras bem presentes, mas também possuo algumas mais leves, outras bem eletrônicas, etc. Tenho muita vontade de flertar com o rap, com o soul e com o pop”, revela. 

O projeto ganhou forma após a saída do Medulla, banda expoente do rock carioca. Em uma madrugada de introspecção (e muito café), Alan gravou uma guia instrumental e mostrou a Edu K, com quem sempre trocou experiências musicais. Logo ficou claro que ele seria a melhor pessoa para escrever a letra e gravar o vocal, já que o cantor estava em plena sintonia com o que Alan queria passar na música. A amizade virou parceria.

“Conheci o Edu no primeiro show do Medulla em SP. A partir daí, eu e ele viramos uma espécie de Batman e Robin das madrugadas na internet. A música era a cara dele. Estávamos passando por um momento conflituoso das nossas vidas e conversávamos muito na época. Quando eu fiz o instrumental, na hora mandei pra ele, falando: "Ouve essa track que eu acabei de fazer, me diz o que você acha! Seria maneiro se você pudesse uma voz!". Duas horas depois eu recebi um email. Quando abri eram 20 canais de voz com ele brilhando, como sempre”, relembra Alan.

Para dar a forma final à canção, Alan convidou instrumentistas da cena carioca e o artista Caio Lamin (Colorado Ink), responsável pela capa do single. O conceito da casa consumida pelo fogo foi interpretado como a consciência em chamas. Na imagem, ela é personificada por uma figura masculina que passa por um momento de conflitos, representado pela casa. No lugar de janelas, um quadro cria um loop da mesma imagem, fazendo alusão à prisão interior e desenvolvendo um paralelo com o fim da música (“forever”). O telhado, em formato de pirâmide, simboliza o desejo de fuga. A resolução está logo ali, em meio às montanhas e o mar, ambos citados na letra. “Quem for esperto e olhar bem atentamente vai encontrar a saída”, revela Alan.

Por Edson Kah via Nathália / Build Up 

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