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Cafe Republica lança faixa que dá nome ao disco Caravana

06 SET 2017
06 de Setembro de 2017

A Cafe Republica continua a divulgar as canções que farão parte de seu primeiro disco cheio, a ser lançado em breve pelo selo Sagitta Records. A faixa produzida pelos próprios músicos em parceria com Eugenio Dale revela uma banda amadurecida, unida e focada. O single é o terceiro a ser lançado, se juntando a “Jardim dos Olhos” e “Um”, ambos bem recebidos pela crítica especializada.


A música surgiu durante um ensaio da banda, enquanto eles conversavam sobre o futuro Foi nesse momento que alguém puxou um violão e começou a tocar os acordes do que se tornou “Caravana”. Feita em poucos minutos, ela nasceu com letra e harmonia definidas. “Foi um momento meio mágico, no qual todos estávamos com nossa energia voltada pra música e ela fluiu sem que nos déssemos conta, com vida própria, quase. Caravana nasceu assim e com ela nossa energia foi renovada”, relembra Octavio Peral.

E é a partir desta renovação que “Caravana” surge. A ideia do disco é de algo místico, de um caminho que não se trilha duas vezes, de uma vida que não é vivida mais de uma vez. O guitarrista e vocalista Octavio Peral conta que Caravana é um simbolismo para a vida, de uma trajetória que machuca e transforma, que desafia e nos leva pra frente. “É a esperança, o poder da coletividade e da troca, o desafio à natureza que nos cerca. A Caravana simboliza o poder que o ser humano tem de se organizar”, explica.

A Cafe Republica vive agora um momento de caravana artística, que foi iniciada no primeiro single, “Um”, em que falavam sobre a perspectiva singular, única, do indivíduo dentro de um meio; já na segunda canção lançada, “Jardim dos Olhos”, as ligações foram extrapoladas do indivíduo para o meio ambiente, o urbano, o macro. Em “Caravana”, o desafio foi de escrever sobre a união do individual com o coletivo, do interno e do externo, em uma brincadeira com as possibilidades infinitas.

“Caravana é um grupo, muitas vezes em peregrinação, que trilha um caminho árduo através do mundo e da história. Muitas dessas caravanas se deram por desertos, em que a escassez e o limiar entre a vida e a morte rondaram suas trajetórias. Nós, seres humanos, também trilhamos nossos caminhos permeados, muitas vezes, por áridos sentimentos e extensos vazios como num deserto. Dessa terceira observação, enxergando o indivíduo conectado ao meio e a outros indivíduos, sem nunca esquecer de suas infinidades e de seu contexto, que surge toda a trama do disco e a percepção do nosso registro artístico”, analisa Barbanjo Reis.

Foto Cafe Republica por Laila Duvivier 

Formada por Octavio Peral (guitarra e voz), Anderson Ferreira “Cabs” (teclado e voz), Barbanjo Reis (bateria e voz), Juca Sodré (baixo) e Ygor “Big” (guitarra), a Cafe Republica reúne elementos de múltiplos estilos musicais, procurando sempre produzir composições e arranjos diferentes. Presente na cena underground carioca, o grupo possui três EPs: “Sweet Dive in Turtle’s Land” (2014), “Luddere Occultant” (2016) e o recente “Interlúcido” (2017).

Com letra e música da Cafe Republica, a canção foi gravada por Barbanjo Reis, no Estúdio Camelo Azul. Já a mixagem ficou por conta de Anderson Ferreira, Eugenio Dale e Cafe Republica, no mesmo estúdio. A masterização é de Luiz Tornaghi, no estúdio Batmasterson, e a capa é de Talita Hoffmann. 

Por Edson Kah via Nathália Corrêa / Build Up Media

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