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Saxofonista francês Benoît Crauste lança álbum inspirado pela Mata Atlântica

10 JUL 2019
10 de Julho de 2019

Em um processo de imersão na natureza, um músico busca dialogar com a mata. Foi assim que o saxofonista francês Benoît Crauste compôs “Chuva Caiu”, um álbum de jazz experimental que usa a natureza brasileira e gravações do ambiente da Mata Atlântica para criar um universo próprio. Dividido em dois movimentos, o registro é o segundo lançamento do selo pirasema e está disponível exclusivamente no site e no Bandcamp do label.

Ouça “Chuva Caiu”:


Composta no fim de 2018 por ocasião de sua participação na residência de arte sonora SOMSOCOSMOS, “Chuva Caiu” foi criada em uma antiga fazenda de café na região serrana do Rio de Janeiro, em meio a uma área de Mata Atlântica preservada. O trabalho consistiu, durante sua primeira fase, na realização de gravações de campo – field recordings – dos sons do ambiente ao redor da Fazenda São João, localizada próximo a São José do Vale do Rio Preto. Ouvem-se nessas gravações os sons de numerosos e variados pássaros, pequenos cursos d'água, de sapos-martelo, rãs, insetos, animais domesticados, dos trovões e da chuva, assim como do canto dos grilos e das cigarras que povoam os vales da região, com intervalos sonoros inusitados mas, contudo, bastante reconhecíveis. Foi a partir destes sons que Benoît construiu sua composição, numa espécie de diálogo com a mata.

Composta no fim de 2018 por ocasião de sua participação na residência de arte sonora SOMSOCOSMOS, “Chuva Caiu” foi criada em uma antiga fazenda de café na região serrana do Rio de Janeiro, em meio a uma área de Mata Atlântica preservada. O trabalho consistiu, durante sua primeira fase, na realização de gravações de campo – field recordings – dos sons do ambiente ao redor da Fazenda São João, localizada próximo a São José do Vale do Rio Preto. Ouvem-se nessas gravações os sons de numerosos e variados pássaros, pequenos cursos d'água, de sapos-martelo, rãs, insetos, animais domesticados, dos trovões e da chuva, assim como do canto dos grilos e das cigarras que povoam os vales da região, com intervalos sonoros inusitados mas, contudo, bastante reconhecíveis. Foi a partir destes sons que Benoît construiu sua composição, numa espécie de diálogo com a mata.

Utilizando gravações de sons da floresta, o álbum cria um ambiente poético refletindo a eterna natureza, rica e esquecida, mais do que nunca ameaçada por uma sociedade em crise. Mais do que um trabalho de contemplação e apaixonado pela Mata Atlântica, um dos biomas mais degradados do país, “Chuva Caiu” é um manifesto sonoro pela necessidade de maior cuidado com esse ecossistema.

“Partindo do princípio de que os humanos são parte integrante da natureza onde habitam, esse álbum é uma homenagem às florestas do mundo e aos seres que as povoam, além de um chamado para sua preservação”, conta o saxofonista francês.

“Chuva Caiu” desenvolve-se ao longo de uma única jornada, dividida em duas faixas de títulos auto-explicativos: “Manhã” e “Noite”. Na primeira faixa, “Manhã”, o saxofone dialoga com pássaros, insetos, ruídos distantes das máquinas humanas, vacas mugindo, cães que latem, galos que cantam e o som da chuva que chega. Na segunda faixa, “Noite”, o barulho dos trovões recebe o som do saxofone, que conversa com anfíbios, grilos e cigarras e os tons da noite, dando à composição um caráter romântico e afetuoso.

Criando música a partir de trechos recortados de gravações de campo, reestruturando a memória em fragmentos com sentidos narrativos, “Chuva Caiu” foi mixado e masterizado por Matheus Vinhal na Casa do Lago, em Brasília. Este é o segundo lançamento do selo pirasema, label do interior brasileiro voltado para trabalhos sonoros com improviso ou gravações de campo.


                                                                                                                                              Por Nathália Pandeló Corrêa
                                                                                                                                                                 Fotos: Ory Minie
                                                                                                                                                 Foto PB: Alexandre Peraut

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