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Novo clipe de Sarah Abdala reflete crise migratória na América Latina com memórias familiares

07 MAR 2019
07 de Março de 2019

Após explorar os ambientes onde cresceu no álbum “Oeste”, Sarah Abdala direciona seu olhar pessoal para o mundo. A artista se apropria da história de sua família de origem libanesa para refletir a condição dos que buscam um novo lar na canção “Migrante”. A música está disponível nas plataformas de música digital, através do selo Pomar, e ganha um clipe.


Expandindo sua voz como compositora e intérprete, Sarah contou com a colaboração de parceiros com quem já dividiu os palcos e outras gravações: Marcelo Callado (Banda Cê, Do Amor) na percussão, Lucas Vasconcellos (Letuce, Legião Urbana) no baixolão, Rogério Sobreira nas palmas, mixagem e masterização. Tai Fonseca também assina a composição, além de backing vocals, sintetizador e shaker. Sarah Abdala assume voz, viola, synth, palmas, percussão e violão.

“Em “Migrante” estou falando da imposição de uma invisibilidade para um povo, de recomeçar depois de acontecimentos opressores e violentos... Estou falando que o mundo é de todos, que ninguém vai se paralisar ou fugir por medo, e que temos que nos reconectar como humanidade”, conta Sarah.

O novo single abre um novo caminho na trajetória iniciada com “Futuro Imaginário”, lançado em 2014. A estreia apresentou ao público uma sonoridade calcada em MPB e rock alternativo, explorando arranjos bem elaborados para composições colecionadas ao longo dos anos. O disco logo ganhou os palcos e rendeu a bagagem necessária para a construção de “Oeste”, de 2017, onde ela se mostrava à vontade para explorar sensações, sentimentos e nuances tanto instrumentais quanto poéticas.

“Migrante” leva isso ao extremo, criando uma ambiência sonora com base para as emoções representada nos sons orgânicos, como o do baixolão de madeira de Vasconcellos, sem medo do que ela antes consideraria um erro.

“Nessa música, no geral, eu quis deixar o que chamam de ‘imperfeições’, aquela esbarrada sem querer na corda da viola... A afinação do baixo... Não quis ficar ‘higienizando’ a música.

O parâmetro da produção foi o que a música pedia, valorizar a progressão do take, valorizar o humano, a ‘imperfeição’ que vem daí. O disco será todo assim”, revela Abdala.

Com arte da capa de Rodrigo Alarcon, “Migrante” está disponível em todas as plataformas de música digital.


Por Nathália Pandeló Corrêa
Fotos: Tai Fonseca

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